Milhares de iranianos voltaram às ruas neste fim de semana em atos pró-regime para denunciar distúrbios internos e apontar ingerência externa. Em várias cidades, as marchas refletiram apoio ao governo e críticas a intervenções estrangeiras.
O governo iraniano divulgou vídeos que mostram manifestantes armados nas manifestações recentes, acusando-os de vandalismo e de agir sob instrução de “forças estrangeiras”. Teerã afirma que tais ações extrapolaram o protesto pacífico e configuram sabotagem.
Lideranças oficiais registraram mortes entre manifestantes e agentes de segurança, com números não oficiais sugerindo centenas de vítimas. O tema ganhou contornos de disputa entre forças de segurança e apoiadores do regime.
Acompanhando o debate, o presidente dos EUA expressou, na época, que considera opções de ação contra o Irã; contudo, não há confirmação de decisão anunciada. A possibilidade de intervenção elevou a tensão na região.
Nesses dias, o Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou embaixadores de países que apoiaram os protestos para apresentar vídeos de violência. O governo sustenta que os distúrbios representam sabotagem de fontes externas.
Segundo especialistas, o cenário decorre de fatores econômicos internos, como a remoção de subsídios para importação de alimentos, que elevou a inflação e o custo de vida. A repressão é apresentada pelo governo como resposta a atos de violência.
Análises destacam que, embora o movimento tenha começado como protesto econômico, a violência passou a envolver grupos facilitadores e influências externas, ampliando o choque com o regime. O debate público se intensificou no período analisado.
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