Iranianos do comércio se voltam contra clericalismo em meio a crise econômica
Mercadores do bazar de Teerã lideram um reprensor contra o incômodo clero, ampliando protests que começaram com a desvalorização do rial. A onda começou no Grand Bazaar, no fim de dezembro, e se espalhou pelo país.
A economia iraniana enfrenta sanções e controles estatais, com o setor guardista ampliando seu alcance. Comerciantes dizem não conseguir importar mercadorias devido a sanções e ao domínio de redes próximas aos Guardas Revolucionários.
A deterioração da moeda e a inflação elevam o custo de vida, acirrando o descontentamento popular. Observadores apontam que a crise não é apenas econômica, mas também política, abalando a legitimidade do regime.
Contexto econômico e poder dos Guardas
Especialistas ressaltam que as Forças Revolucionárias passaram a controlar vastas áreas da economia, do petróleo à construção. Esse poder restringe a ação do governo e dificulta medidas de alívio imediato.
Analistas destacam que a ironia é que as manifestações surgiram no bazar, ponto central da economia informal e de livraria de tradição de independência política. A volatilidade de preços preocupa comerciantes há meses.
Perspectivas e resposta oficial
Autoridades admitem dificuldades econômicas, atribuindo parte dos problemas a fatores externos. Observadores veem o acúmulo de poder dos Guardas como entrave a soluções de curto prazo e governança econômica.
Estimativas de mortes e prisões variam, com organizações de direitos humanos apontando centenas de mortos e milhares detidos desde o início dos protestos. O governo não divulgou números oficiais amplos.
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