O Pentágono informou que os EUA realizaram, no sábado, ataques aéreos coordenados contra o Estado Islâmico na Síria. A ofensiva ocorreu após a emboscada que matou dois soldados americanos e um intérprete civil na cidade de Palmira, no mês anterior. A operação, chamada Hawkeye Strike, envolveu forças americanas e aliados em várias regiões sírias.
Segundo o Comando Central dos EUA, os ataques começaram por volta das 12h30, no horário do leste, e atingiram múltiplas posições do EI. O objetivo foi responder ao ataque de Palmira e degradar a capacidade do grupo de planejar ataques futuros, sem detalhar unidades envolvidas.
Operação Hawkeye Strike
O anuncio oficial descreveu a ofensiva como de grande escala e coordenada com forças aliadas. A nota ressaltou a determinação de combater quem ataca combatentes dos EUA, afirmando que a justiça será buscada onde quer que o grupo esteja.
Contexto regional e cooperação com Damasco
A ofensiva vem em meio a mudanças políticas locais, com maior cooperação entre EUA e governo sírio após o ataque em Palmira. A visita do líder sírio Ahmed al-Sharaa aos EUA, em novembro, abriu espaço para diálogo sobre a coalizão contra o EI.
Situação em Aleppo e áreas curdas
Relatos da mídia síria indicam deslocamentos de combatentes curdos de Aleppo para o nordeste, após um cessar-fogo. Guarnições reportaram evacuações de civis, com pelo menos 21 mortes no período. As Forças Democráticas Sírias mantêm presença estratégica na região.
Enfoque diplomático
O enviado dos EUA para a região, Tom Barrack, reuniu-se com al-Sharaa para defender a retomada das negociações entre Damasco e lideranças curdas. Barrack reiterou o compromisso com acordos de integração e a preservação dos direitos das forças curdas.
Contexto histórico
O EI expandiu-se em 2014, perdendo território mas mantendo capacidade operacional em áreas desertas sírias. A coalizão liderada pelos EUA continua a atuar contra o grupo, com foco em alvos estratégicos, infraestrutura e logística do EI.
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