A Adelaide Festival anunciou a desconvocação da escritora australiana palestina Dr Randa Abdel-Fattah para a Writers Week de fevereiro, alegando sensibilidade cultural diante do ataque a Bondi Beach. A decisão ocorreu pouco tempo após o ocorrido, considerado um marco de antisemitismo no país.
O episódio provocou a saída de cerca de 50 autores do festival, em protesto, deixando a programação em xeque. A decisão também provocou críticas de figuras ligadas ao meio literário e acadêmico, que veem censura e racismo anti-palestino.
A reconfiguração institucional incluiu a renúncia de três membros do conselho e do presidente da comissão executiva, segundo comunicado da organização. O diretor executivo Julian Hobba afirmou que o festival enfrenta um momento complexo e sem precedentes diante da repercussão na comunidade.
Reações políticas e comunitárias ganharam impulso após a BN de Bondi. O primeiro-ministro e líderes regionais sinalizaram que a Grã-Comissão Nacional poderá orientar políticas de combate ao discurso de ódio e à desinformação, com propostas de leis mais duras contra o preconceito.
O governador de New South Wales indicou novas regras para coibir locais de oração que operem irregularmente, com multas mais altas e possibilidade de corte de serviços. Autoridades locais defendem equilíbrio entre liberdade de expressão e combate ao discurso de ódio.
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