O serviço de internet via Starlink, da SpaceX, continua operando em partes do Irã, mesmo após o país impor grande parte do corte de conexão nacional. Três fontes dentro do Irã afirmam que usuários ainda conseguem acessar a rede, embora o governo tenha banido a tecnologia.
Segundo relatos, em cidades da região ocidental e em cidades limítrofes, vários iranianos recorrem ao Starlink para contornar o apagão de serviços. Usuários atribuíram a persistência de funcionamento a falhas aparentes no bloqueio, com acesso variando conforme a localidade.
A região tem enfrentado uma repressão amplificada desde protestos recentes, com autoridades cortando o acesso à internet por meio de redes físicas e torres celulares. Starlink opera por satélites de baixa órbita, diferente das redes terrestres tradicionais.
Starlink no Irã
Fontes dizem que o serviço permanece em uso em várias áreas, apesar da proibição imposta pelo governo. Um entrevistado no Irãocidental afirmou conhecer dezenas de usuários, com conectividade mais estável em fronteiras e cidades específicas.
Especialistas em monitoramento de redes destacam que a interferência pode envolver o bloqueio de terminais Starlink, dificultando a recepção do sinal dos satélites. A SpaceX não respondeu a pedidos de comentário.
Contexto internacional
Starlink tem sido ferramenta estratégica em conflitos globais, assegurando comunicação para equipes em áreas de instabilidade. No conflito entre Ucrânia e Rússia, o serviço já foi utilizado para manter conectividade em terreno sujeito a avanços militares.
O governo iraniano responsabilizou os agentes por terrorismo como justificativa para o endurecimento das medidas de controle de comunicação. Autoridades também sinalizaram planos para ampliar a fiscalização e punir o uso não autorizado de tecnologias de telecomunicações.
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