Bulgária enfrenta novo impasse político após GERB-SDS recusar mandato
A maior bancada parlamentar da Bulgária, o agrupamento centro-direita GERB-SDS, rejeitou nesta segunda-feira o pedido do presidente Rumen Radev para tentar formar um novo governo. A recusa aumenta a probabilidade de eleições antecipadas no país, o mais pobre da União Europeia.
O governo de coalizão do primeiro-ministro Rosen Zhelyazkov, apoiado pela GERB-SDS, renunciou no mês passado após semanas de protestos contra a corrupção estatal e um orçamento que elevava alguns impostos. O presidente formalmente solicitou a Zhelyazkov que buscasse uma nova coalizão, conforme a Constituição, segundo a agência BTA.
O mandado foi devolvido imediatamente por Zhelyazkov, que não possui apoio suficiente no parlamento para assegurar uma maioria estável. Radev deve, então, oferecer a oportunidade de governar ao segundo maior grupo, o reformista PP-DB, que também pode declinar. Se nenhum acordo for alcançado, o presidente dissolve a Assembleia e convoca eleições.
Próximo passo e contexto
Caso nenhuma coalizão obtenha maioria, o presidente escolherá uma formação para governar ou dissolverá o parlamento. As eleições devem ocorrer em uma quinta chamada, já que a Bulgária realizou oito pleitos em quatro anos. O país busca estabilidade para acelerar o uso de fundos da UE.
Na prática, a Bulgária ingressou no bloco do euro no dia 1º de janeiro, conforme planejado. A administração financeira e a infraestrutura do país dependem de clareza política para acelerar investimentos estrangeiros e reduzir a percepção de corrupção sistêmica.
Contexto político recente
O GERB-SDS venceu as eleições de outubro de 2024, mas assumiu o poder apenas em janeiro de 2025 após meses de negociações. A coalizão dependeu do apoio de outros partidos na Câmara dividida para sustentar o governo. A nova crise reforça o cenário de instabilidade que persiste no país.
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