Donald Trump anunciou, na segunda-feira, que qualquer país que negocie com o Irã pagará uma tarifa de 25% nas trocas com os EUA. A medida foi divulgada via Truth Social, a rede social do presidente.
A ação ocorre em meio à avaliação de Washington sobre a resposta à situação no Irã, que vive as maiores protestos contra o governo nas últimas anos. A tarifa seria aplicada a todas as transações comerciais com o Irã, segundo o presidente.
Trump afirmou que a ordem é final e conclusiva, sem detalhar fundamentos legais ou a extensão da medida. Países como China, Emirados Árabes Unidos e Índia figuram entre grandes destinos de exportação do Irã.
Não houve confirmação oficial da Casa Branca no site oficial nem informações sobre a autoridade jurídica para impor as tarifas, nem se a punição atingiria todos os parceiros comerciais do Irã. O governo não comentou oficialmente o anúncio.
O Irã, alvo de sanções dos EUA por anos, enfrentou conflitos recentes com Israel e ataques focados em suas instalações nucleares. O país encara protestos intensos desde o final de 2022, com críticas ao regime clerical.
De acordo com HRANA, grupo de direitos humanos com base nos EUA, as mortes verificadas desde o início dos protestos somam 599, incluindo 510 manifestantes e 89 agentes de segurança. Os números são atualizados diariamente pela organização.
O governo iraniano afirmou manter canais de comunicação abertos com Washington, enquanto o anúncio de tarifas é analisado. Teerã observa que o diálogo pode ocorrer, dependendo da resposta dos EUA.
Entre as possíveis opções, além de medidas diplomáticas, estão ações militares, embora a diplomacia seja apresentada pela Casa Branca como a prioridade inicial, segundo a porta-voz Karoline Leavitt.
Ao longo de seu segundo mandato, Trump já havia utilizado tarifas como instrumento de pressão sobre terceiros países ligados a adversários dos EUA. A viabilidade jurídica das tarifas está sob revisão no momento.
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