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Campo de futebol na Cisjordânia será demolido por Israel

Ordem de demolição de campo de futebol em campo de refugiados de Aida, West Bank, deixa crianças sem espaço para brincar; moradores têm sete dias para demolir

Drone view shows a man dressed as Santa playing football with Palestinian teens next to West Bank barrier separating Aida refugee camp from Jerusalem, in the Israeli-occupied city of Bethlehem, December 22, 2025. REUTERS/Ammar Awad
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Oito dias após ter sido emitida, a demolição de um campo de futebol no campo de refugiados de Aida, no sul de Bethlehem, no West Bank, foi ordenada pelas autoridades israelenses. O campo fica próximo à muralha de separação; a demolição foi justificada como construção irregular.

Segundo a defesa militar israelense, houve apreensão e proibição de construção na área ao longo da cerca de segurança, o que torna a obra ilegal. O campo, gerido pelo Aida Youth Center, é uma das poucas áreas de lazer para crianças palestinas na região.

Mohammad Abu Srour, administrador do Aida Youth Center, afirmou que o Exército deu sete dias para demolir o espaço. Em geral, as forças promovem demolitions diretas ou cobram os custos do descumprimento aos moradores.

Os residentes afirmam que as ordens de demolição chegam com frequência e que, se não cumprirem, as obras são destruídas pelas próprias tropas. Abu Srour disse que os moradores foram informados de que o campo representa ameaça à muralha e aos israelenses.

Diante de críticas internacionais, autoridades israelenses dizem que as demolições visam desarticular atividades militantes. A medida ocorre em meio a temores de anexação formal do território pela Israel, conforme reporta a imprensa internacional.

Contexto

Relatórios de 2025 indicam que, desde o início do ano, milhares de pessoas foram deslocadas em campos de refugiados no centro e norte do West Bank. Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, classificam parte das operações como gravidade humanitária, enquanto Israel afirma que a ações visam manter a segurança.

Fonte: agências internacionais, com edição adicional de repórteres locais.

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