Oito dias após ter sido emitida, a demolição de um campo de futebol no campo de refugiados de Aida, no sul de Bethlehem, no West Bank, foi ordenada pelas autoridades israelenses. O campo fica próximo à muralha de separação; a demolição foi justificada como construção irregular.
Segundo a defesa militar israelense, houve apreensão e proibição de construção na área ao longo da cerca de segurança, o que torna a obra ilegal. O campo, gerido pelo Aida Youth Center, é uma das poucas áreas de lazer para crianças palestinas na região.
Mohammad Abu Srour, administrador do Aida Youth Center, afirmou que o Exército deu sete dias para demolir o espaço. Em geral, as forças promovem demolitions diretas ou cobram os custos do descumprimento aos moradores.
Os residentes afirmam que as ordens de demolição chegam com frequência e que, se não cumprirem, as obras são destruídas pelas próprias tropas. Abu Srour disse que os moradores foram informados de que o campo representa ameaça à muralha e aos israelenses.
Diante de críticas internacionais, autoridades israelenses dizem que as demolições visam desarticular atividades militantes. A medida ocorre em meio a temores de anexação formal do território pela Israel, conforme reporta a imprensa internacional.
Contexto
Relatórios de 2025 indicam que, desde o início do ano, milhares de pessoas foram deslocadas em campos de refugiados no centro e norte do West Bank. Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, classificam parte das operações como gravidade humanitária, enquanto Israel afirma que a ações visam manter a segurança.
Fonte: agências internacionais, com edição adicional de repórteres locais.
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