Bulgária tem maior probabilidade de adiantar eleições após o grupo reformista PP-DB rejeitar a tentativa de formar um novo governo. A decisão ocorre após o presidente Rumen Radev ter pedido, na segunda-feira, que o conservador GERB-SDS assumisse o governo. A rejeição envolveu também o PP-DB, que busca aproximação com a UE. O governo de Rosen Zhelyazkov, apoiado pela coalizão, entregou o cargo no mês passado, em meio a protestos contra corrupção e a proposta de orçamento.
O presidente Radev pode abrir espaço para que outra legenda governe. Caso nenhuma concorde, será convocada uma eleição antecipada, a oitava em quatro anos. O cenário permanece incerto, já que o parlamento está dividido e as opções de governabilidade ainda não estão claras.
Mesmo com a instabilidade, a Bulgária ingressou no euro em 1º de janeiro, como previsto. A adoção do euro não resolve problemas de infraestrutura ou de corrupção, áreas que dependem de estabilidade política para acelerar recebimento de fundos da UE e atrair investimentos estrangeiros.
Contexto recente
A coalizão GERB-SDS venceu as eleições de outubro de 2024, mas só assumiu o poder em janeiro de 2025 após meses de negociações. A popularidade do governo tem sido afetada por protestos contra corrupção estatal e por um orçamento considerado impopular por parte da oposição.
Implicações para o país
Um novo pleito pode intensificar a pressão por reformas e mudanças de prioridades fiscais. Analistas apontam que a incerteza política pode atrasar a implementação de fundos da UE e prejudicar projetos de infraestrutura vitais.
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