Global survey aponta que Trump ajuda a tornar a China influente, não a América, segundo estudo da ECFR. A pesquisa foi realizada um ano após a posse de Donald Trump.
A sondagem, conduzida com quase 26 mil respondentes em 21 países, aponta que a percepção da influência dos EUA caiu entre aliados e adversários. O estudo associa a política “Make America Great Again” a maior projeção de força da China.
Entre os respondentes, a maioria acredita que a China ampliará sua influência nas próximas 10 anos, com altas margens em África, América Latina e partes da Ásia. Observa-se expectativa de liderança chinesa em veículos elétricos e energias renováveis.
Mudanças de percepção na Europa e no mundo
O texto indica que a confiança nos EUA diminuiu entre europeus, que veem menos os EUA como aliado confiável. Além disso, muitos países parecem dispostos a rearmar e buscar caminhos independentes de Washington.
A sondagem revela que, entre europeus, apenas uma parte consideram os EUA um aliado. Em contrapartida, a China recebe avaliações positivas como parceira ou aliada em vários territórios pesquisados.
Entre chineses, a UE é vista como uma potência relevante, com a maioria considerando a UE como parceira ou potencial parceira. Ainda assim, a percepção de risco dos EUA persiste em parte da população chinesa.
Contexto regional e impactos
No Brasil, Índia, África do Sul e Turquia, a China é frequentemente vista como parceira necessária. Em contraste, a visão de Washington como aliado tem queda expressiva na maioria dos países, inclusive entre europeus.
Os autores destacam que a percepção de Europa como ator global está mudando, com maior ceticismo sobre a capacidade da UE de competir em paridade com EUA ou China. O estudo reforça a ideia de um mundo multipolar emergente.
A pesquisa, quarto ciclo da série, é realizada em parceria com o projeto Europe in a Changing World da Universidade de Oxford. Os autores alertam para mudanças profundas no equilíbrio global de poder.
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