A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, planeja dissolver o Parlamento na próxima semana e convocar uma eleição legislativa antecipada. O anúncio foi feito por Shunichi Suzuki, secretário-geral do PLD, nesta quarta-feira, em meio a planos de gastos que agitaram os mercados.
Parlamentares do Partido Liberal Democrático indicam que a votação pode ocorrer em 8 de fevereiro. Suzuki disse que Takaichi apresentará os planos aos jornalistas na segunda-feira, dia 19, após a dissolução.
A líder busca apoio popular para ampliar os gastos do governo, incluindo defesa, conforme estratégia de segurança revisada. A coalizão atual é PLD-Ishin, após rompimento com o aliado Komeito.
A iniciativa visa permitir que o eleitorado avalie a nova coalizão formada no ano passado, após o rompimento com o Komeito. Segundo o secretário, há expectativa de que o veredito público seja importante para a continuidade do governo.
Contexto econômico e diplomático
A eleição também será um testemundo do apetite dos eleitores para o pacote de gastos governamentais. Relatórios anteriores elevaram a volatilidade no mercado de câmbio e de títulos, diante de preocupações com o endividamento estatal.
A tensão com a China é outro componente relevante. Comentários de Takaichi sobre uma possível ameaça chinesa a Taiwan despertaram respostas de Pequim, que exigiu retratação e adotou medidas para conter as exportações ao Japão.
No ano passado, Takaichi afirmou que um ataque chinês a Taiwan representaria risco existencial ao Japão, o que intensificou a relação entre os dois países. A China reagiu com recomendações de viagem restritivas e limitações comerciais.
Entre na conversa da comunidade