BRUXELAS, 15 jan (Reuters) – A aliança NATO depende hoje de respostas a uma expectativa dos EUA de que a Groenlândia seja de propriedade americana. A discussão acontece em meio a críticas sobre proteção da região ártica e interesses russos e chineses.
Desde que o tema ressurgiu após uma operação de tenta abordar a Groenlândia, membros da OTAN buscam ideias para ampliar presença e vigilância no Ártico, diante de acusações de proteção insuficiente. O tema divide aliados.
A Groenlândia é território semi-autônomo da Dinamarca. Autoridades locais reafirmam que não estão à venda e não desejam anexação aos EUA. A discussão envolve riscos para a coesão da aliança e impactos estratégicos na região.
Espiral de debates estratégicos
Diplomatas apontam opções como mais vigilância aérea, patrulhas marítimas e uso ampliado de tecnologia de monitoramento no Ártico. O objetivo é fortalecer a dissuasão sem depender de uma mudança de soberania.
Dinamarca e aliados como Alemanha, França, Suécia e Noruega enviaram tropas de forma simbólica a Groenlândia para exercícios. O gesto mostrou compromisso com a segurança regional durante as negociações com Washington.
Credibilidade da aliança e próximos passos
Especialistas dizem que a eficácia da OTAN na região depende de como o bloco responde à pressão dos EUA por soberania. A participação de Washington continua central para o futuro da aliança, segundo analistas.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que a aliança pode avançar em detalhes para uma postura ártica mais robusta. Além disso, reforços em aeronaves e capacidades de vigilância são citados como prioridades.
Panorama internacional
Rússia contesta a narrativa de ameaça russa e chinesa na Groenlândia, afirmando que a retórica busca antecipar embates. Países europeus ressaltam que qualquer mudança grave exigiria apoio unânime entre os 32 membros da aliança, incluindo os EUA.
Autoridades dinamarquesas destacaram que a Groenlândia participa já da defesa coletiva por meio do Artigo 5, caso haja ataque, o que, segundo soberania local, evita negociações inaceitáveis de venda.
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