Desde o início das ataques, a situação dos principais locais nucleares do Irã permanece incerta. Três usinas de enriquecimento de urânio — duas em Natanz e uma enterrada em Fordow — além do complexo de Isfahan, com áreas do ciclo de combustível e um setor subterrâneo onde se armazena o urânio enriquecido, seguem sem acesso completo da AIEA.
A AIEA afirmou, em relatório trimestral, que sete instalações declaradas foram afetadas por ataques militares e 13 não. Não detalha o grau de dano. Logo após os bombardeios, a agência disse que a menor planta de Natanz, acima do solo, foi destruída. As maiores plantas teriam sofrido danos significativos.
Estado atual das instalações e inspeções
A avaliação sobre o atraso do programa varia. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter havido destruição ampla, porém a AIEA indicou, em junho, que Irã poderia retomar enriquecimento em escala limitada em meses. Faltam relatos formais de Teerã sobre os alvos atingidos e o estoque de urânio enriquecido.
Enriquecimento e armazenamento de material
Antes dos ataques, o Irã enriquecia urânio até 60% de pureza, próximo ao nível de armas. A AIEA estimou 440,9 kg nesse nível no início dos bombardeios, material que, se refinado, poderia sustentar até 10 armas, segundo métricas da agência. Parte do urânio está armazenada em instalações subterrâneas em Isfahan.
Perspectiva e verificação
Diplomatas dizem que pouco indicava movimentos significativos de material. O órgão afirmou ser urgente a verificação de danos e do estoque não documentado. O Irã nega intenções militares e afirma ter direito a enriquecer para uso civil, conforme o Tratado de Não Proliferação Nuclear.
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