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EUA revogam limite de emissões de usinas a carvão e gás durante G20

Medida desmonta regra climática criada no governo Biden e deve ser contestada por grupos ambientalistas na Justiça

Caminhões de bombeiros permanecem de prontidão perto do incêndio Sandy em Simi Valley, Califórnia, Estados Unidos, em 20 de maio de 2026.
Em maio, os EUA viveram o momento mais drástico nos últimos 20 anos, com mais de 30 mil focos incêndios floretais (AFP)

O governo do Donald Trump revogou os limites de emissões de carbono para usinas termelétricas a carvão e gás. Com isso, os Estados Unidos renovam a ofensiva contra regras criadas para conter as mudanças climáticas no país.

As mudanças foram anunciadas nesta segunda-feira (14), durante uma reunião de ministros de energia do G20 em Houston, no Texas.

A medida reverte normas adotadas no governo do ex-presidente Joe Biden e propõe impedir futuras regulamentações sobre gases de efeito estufa (GEE) no setor elétrico.

O setor responde por cerca de 1/4 das emissões que contribuem para o aquecimento global nos Estados Unidos.

Regra de Biden previa corte de até 90%

As regras buscavam controlar a poluição por gases de efeito estufa emitida por usinas de carvão já existentes e por novas usinas a gás.

As metas exigiam redução de até 90% da poluição por dióxido de carbono ao longo do tempo. Para atingir esse objetivo, as usinas precisariam adotar tecnologias de captura de carbono nas chaminés.

Na nova norma, a EPA afirmou que os padrões eram inviáveis e tinham prazos apertados demais. Além da revogação, Trump apresentou uma proposta para sustentar que a EPA não tem autoridade para regular emissões do setor elétrico.

Grupos ambientais prometeram processar o governo e classificaram a decisão como um retrocesso nas políticas de proteção climática.

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Mudanças ocorrem após recordes de calor

Agosto foi o mês mais quente já registrado no mundo. Os Estados Unidos enfrentaram o verão mais quente da história. A queima de combustíveis fósseis é considerada o principal fator do aquecimento global, agravado neste ano por um fenômeno El Niño historicamente intenso.

Em maio, os EUA viveram o momento mais drástico nos últimos 20 anos, com mais de 30 mil focos incêndios floretais. Foram mais de oito mil quilômetros quadrados queimados e o maior índice de destruição em 14 anos.

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Trump costuma chamar as mudanças climáticas provocadas pela ação humana de “farsa”. Desde que voltou à Casa Branca, governo também retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris e eliminou padrões de emissão de gases de efeito estufa para veículos.

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