O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia será assinado neste sábado em Assunção, Paraguai. O presidente Lula não estará presente; o chanceler Mauro Vieira o representará no evento. A assinatura deve ocorrer em nível ministerial, com convites enviados de última hora.
Na sexta-feira, Lula recebeu Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, no Rio de Janeiro. O encontro foi uma saudação à assinatura do acordo, que vem sendo negociado desde 1999.
O texto reduz parte de tarifas entre os blocos e favorece exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e queijos. Por outro lado, facilita a entrada de carne, arroz, mel e soja sul-americanos na UE.
Contexto e críticas
Alguns setores agrícolas europeus questionam o impacto do acordo, elevando preocupações sobre competição. Macron anunciou que votará contra o acordo, apontando resistências internas na França.
Defensores do trilho comercial ressaltam que o acordo pode diversificar oportunidades para a UE, pressionada pela concorrência chinesa e pela política tarifária dos EUA, mantendo o foco em regras e equilíbrios de mercado.
Com informações de AFP
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