Donald Trump reacendeu o interesse em tomar Greenland, ideia criticada por diversos republicanos no Congresso. A polêmica ganhou força após oursos de Washington à atuação venezuelana que prendeu Nicolás Maduro. Pesquisas indicam rejeição maciça à posse da ilha.
Alguns membros do Congresso afirmaram que a iniciativa é inviável e prejudicial à aliança com a OTAN. A oposição interna ganhou destaque com críticas públicas de líderes e legisladores, que ressaltam soberania dinamarquesa e riscos para a relação com aliados.
Para além do debate doméstico, a reação internacional ganhou contornos práticos: tropas da França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia chegaram à região, numa demonstração de apoio e de avaliação logística de uma eventual presença permanente.
Reação entre republicanos
Senador Thom Tillis qualificou a ideia de absurda, lembrando o histórico de Greenland como território sob o Reino da Dinamarca e destacando a importância de manter relação estável com os povos locais. O republicano Don Bacon avisou que, se a ameaça for concretizada, pode trazer o fim de um mandato presidencial.
Ex-líder do Senado, Mitch McConnell, comparou o cenário a uma retirada controversa que prejudicaria a credibilidade dos EUA com aliados, ressaltando que incidentes desse tipo poderiam apagar avanços diplomáticos na região ártica. Entre aliados próximos ao presidente, surgem sinais de desconforto e cautela.
Contexto internacional
O encontro entre ministros dos Exterior de Groenlândia, Dinamarca e a comitiva americana, incluindo o presidente, o vice-presidente e o secretário de Estado, não alterou o posicionamento sobre a demanda. Observa-se cada vez mais a preocupação de que a narrativa de agressão geopolítica possa fragilizar a OTAN.
O episódio ocorre em meio a sondagens que mostram resistência pública à anexação de território estrangeiro e a advertências de que uma incursão pode encerrar a cooperação da OTAN na região. O governo dinamarquês reiterou a importância do consentimento local para qualquer ação.
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