O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, defendeu neste sábado que as autoridades “têm a obrigação de quebrar as costas dos sediciosos” e responsabilizou o presidente dos EUA, Donald Trump, pelas mortes na repressão aos protestos.
Khamenei afirmou que o país não busca confronto, mas não haverá clemências para criminosos domésticos e internacionais. Em seu discurso, o aiatolá pediu endurecimento contra a mobilização que, segundo ele, representa ameaça à nação.
Desde 28 de dezembro, o Irã enfrenta uma onda de protests que começou entre comerciantes insatisfeitos com a economia e se ampliou para críticas ao regime teocrático vigente desde 1979. As autoridades classificaram os protestos como terrorismo, acusando os EUA de incitação.
A ONG Iran Human Rights (IHR), com base na Noruega, aponta que a repressão resultou em pelo menos 3.428 mortes. O governo também cortou a internet no Irã desde 8 de janeiro, como parte das medidas de controle das manifestações.
Khamenei também criticou Trump, que havia ameaçado responder caso o regime executasse manifestantes detidos. O aiatolá disse que o presidente americano é responsável pelas mortes e pelos danos à reputação do Irã, chamando as ações de conspiração norte-americana.
Entre na conversa da comunidade