A crise de mortalidade infantil em Gaza continua, com mais de 100 crianças mortas desde a entrada em vigor do cessar-fogo, segundo a ONU e autoridades locais. Na última atualização, um bebê de 27 dias morreu de hipotermia em Gaza, elevando o total para oito óbitos por frio nesta temporada.
Fontes médicas confirmam à Anadolu que a recém-nascida Aisha Ayesh al-Agha faleceu em Gaza devido ao frio extremo ao ser levada ao hospital Nasser, em Khan Younis, já sem chances de salvar a vida. Não foram divulgados detalhes sobre o estado do bebê antes do óbito.
Relatórios de organizações de direitos humanos descrevem o impacto da guerra na mortalidade materna e neonatal. Entre jan/2025 e jun/2025 houve milhares de complicações, como 2.600 abortos, 220 mortes relacionadas à gravidez, 1.460 nascimentos prematuros e milhares de recém-nascidos com necessidade de cuidados intensivos.
Mães em Gaza enfrentam escolhas difíceis, com serviços de saúde materna e neonatal prejudicados pela falta de combustível, suprimentos médicos bloqueados e deslocamentos de população. O deslocamento para acampamentos superlotados tornou-se uma opção comum.
Nos primeiros meses de 2025 foram registrados 17.000 nascimentos, queda de 41% em relação ao mesmo período de 2022. A UNICEF informou que mais de 100 crianças foram mortas desde o cessar-fogo, que entrou em vigor em outubro.
A situação é agravada por tempestades recentes, que causaram mortes e inundações em campos de deslocados. Ventos fortes derrubaram paredes de tendas frágeis, deixando várias famílias desabrigadas e aumentando o risco de hipotermia entre residentes.
Segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, pelo menos 464 palestinianos foram mortos e cerca de 1.280 ficaram feridos desde o cessar-fogo. A violência continua a dificultar o recebimento de assistência médica e humanitária.
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