Ontem, o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, afirmou que seus oponentes são terroristas após vencer a sétima reeleição. A cerimônia ocorreu no país, com Museveni defendendo o resultado diante de críticas. A vitória veio após uma campanha marcada por repressão aos oposicionistas.
Resultados oficiais apontaram 72% dos votos para Museveni, em uma eleição alvo de críticas de observadores e organizações de direitos humanos. A oposição e cidadãos relataram censura online e repressão durante o pleito.
Bobi Wine, líder da oposição, teve o paradeiro ainda incerto após dizer ter escapado de uma operação policial em sua residência. A polícia negou o tiroteio, afirmou que Wine continua em casa e jornalistas foram impedidos de chegar ao local.
Bloqueio de internet e protestos
Parte da cobertura online foi restaurada no sábado, mas o governo informou a continuidade do bloqueio de redes sociais. A medida motivou críticas de organismos internacionais e de organizações civis.
Os agentes de segurança permaneceram em bairros de Kampala, com relatos de manifestações esparsas e uso de gás lacrimogêneo. No domingo, a circulação de pessoas e o comércio já se mostrava mais tranquilo.
Desdobramentos e observadores
Analistas destacam que Museveni mantém controle aprofundado sobre Estado e aparato de segurança, o que influencia o resultado. A oposição acusa abusos de autoridade e vidas perdidas em eventos relacionados à contagem de votos.
Além de Wine, o líder oposicionista Kizza Besigye enfrenta processo por traição, após ter sido trazido de volta ao país em 2024. Observadores da União Africana apontaram relatos de intimidação e prisões que abalaram a confiança no processo eleitoral.
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