OUganda restaurou parcialmente o acesso à internet no fim de sábado, após o presidente Yoweri Museveni, de 81 anos, vencer a sétima reeleição. A retomada não incluiu as redes sociais, segundo relatos de operadoras locais. Museveni lidera há quase cinco décadas.
A Regulação de Comunicações ordenou a reativação apenas para atividades comerciais, mantendo o obstáculo a plataformas de mídia social. O objetivo, segundo o governo, foi evitar desinformação e riscos eleitorais.
A Comissão de Comunicação Ugandense não respondeu a contatos da Reuters para comentar.
Resultados eleitorais
A autoridade eleitoral anunciou Museveni como vencedor com 71,6% dos votos, frente a Bobi Wine, que ficou com 24%. A apuração corresponde à eleição realizada na quinta-feira. Observadores internacionais criticaram a participação militar no pleito.
A equipe de observação da União Africana e blocos regionais destacou o uso militar e o corte de internet como fatores que impactaram o processo. A divulgação dos números ocorreu no sábado, após o fechamento das urnas.
Boni Wine, cantor e opositor, contestou os resultados, alegando fraude e chamando os comícios de massivos. A oposição denunciou detenções e abusos durante a campanha, acusações negadas pelas autoridades.
Reação e desdobramentos
Protestos isolados foram registados em Magere, no norte de Kampala, com pneus em chamas e barricadas, levando a confrontos com a polícia. A polícia informou prisões, com detalhes a serem anunciados posteriormente.
Wine informou, por meio de postagens, ter tentado escapar de uma incursão militar em sua residência. A família e aliados não confirmaram localizações precisas, mantendo-o em posição não revelada.
Autoridades afirmam que os detidos durante a campanha violaram a lei e serão processados conforme devido processo. A situação política segue sob monitoramento de organismos internacionais.
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