O acordo entre o governo sírio e as Forças Democráticas da Síria, lideradas pelos curdos, pode abrir caminho para uma retomada do processo de paz entre a Turquia e o PKK. O entendimento ocorreu após dias de combate, com o governo de Damasco assumindo controle de áreas antes sob a gestão do SDF, conforme informações de fontes oficiais turcas.
Ao longo de domingo, o SDF concordou em ceder a jurisdição de partes significativas do território curdo para as forças sírias. Na segunda-feira, combatentes do SDF já haviam abandonado trechos que passaram a ficar sob a alçada do exército sírio, segundo relatos de autoridades.
Turquia vê o acordo como marco potencial para avançar nas negociações com o PKK, que travou um conflito prolongado desde a década de 1980. Autoridades turcas afirmam que a presença do SDF no território fronteiriço dificultava o encerramento do conflito com o PKK.
Reação política
O porta-voz do AK Party, Omer Celik, declarou que os avanços sírios teriam efeito de conter tentativas de atrapalhar o processo de paz com o PKK. Em postos oficiais, o deputado Feti Yildiz afirmou que o acordo pode facilitar o caminho para a solução.
Representantes do PKK e de partidos aliados no espectro pró-curdo não comentaram oficialmente o desfecho até a tarde de segunda-feira. Fontes do governo turco afirmaram, sob condição de anonimato, que o acordo pode trazer estabilidade regional relevante para a luta contra o terrorismo.
Perspectivas e contexto
Especialistas ouvidos por agências internacionais apontam que a retirada do SDF reduz a influência curda em áreas estratégicas, o que pode favorecer a estratégia turca de pacificação interna. Observadores destacam, porém, que o desfecho depende de positivação de reformas políticas e de segurança na região.
Analistas ressaltam que o acordo não resolve de imediato as questões legais envolvendo o PKK nem define um cronograma de desminagem militar. Ainda não há comentários oficiais do PKK sobre o desfecho, até o fim da sessão de segunda-feira.
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