O RBI, banco central da Índia, sugeriu conectar as moedas digitais oficiais dos membros do BRICS, com o objetivo de simplificar pagamentos de comércio exterior e turismo. A ideia envolve ligar CBDCs entre os países do bloco.
Segundo a Reuters, o governo indiano pode levar a proposta à agenda da cúpula do BRICS de 2026, que a Índia sediará. Se aprovada, a pauta marcaria a primeira participação formal do BRICS nesse tema.
Os BRICS ainda operam pilotos de CBDC, sem lançamentos completos. A e-rupee da Índia já alcançou cerca de 7 milhões de usuários desde dezembro de 2022.
Contexto: CBDCs, BRICS e geopolítica
A cobrança por interoperabilidade entre pagamentos foi reforçada pela declaração de 2025 do BRICS no Rio de Janeiro. Em paralelo, há interesse de ligar o rupee digital a outras CBDCs para acelerar transações transfronteiras.
A Índia ressaltou que a expansão do uso da rupia não visa a de-dollarização, mas a melhoria de infraestrutura de pagamentos e a competição com moedas privadas estável. O RBI também alerta para riscos a estabilidade financeira com o crescimento de stablecoins.
Desdobramentos e questões técnicas
A ligação entre CBDCs envolve padrões técnicos comuns, governança e mecanismos de ajuste de balanços comerciais. Uma opção discutida envolve acordos de swap cambial entre bancos centrais para reduzir desequilíbrios.
O avanço depende de acordos entre as áreas de política monetária e de tecnologia financeira. O Brasil, a China, a Rússia e a África do Sul ainda acompanham pilotos, avaliando impactos antes de qualquer integração.
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