Emmanuel Macron declarou hoje, em Davos, que a Europa não cederá à intimidação nem aceitará a “lei do mais forte”, em resposta a ameaças de tarifas dos EUA caso a França não ceda na questão da Groenlândia. O discurso reforçou a defesa do Estado de Direito e da soberania europeia.
Segundo o presidente francês, a pressão tarifária unilateral é inaceitável e pode levar a sanções mistas da União Europeia. Macron afirmou que a Europa não se submeterá a mudanças abruptas sem regras claras no comércio internacional.
Trump ameaçou impor tarifas pesadas a vinhos e champanhes franceses a partir de 1º de fevereiro para pressionar a França a permitir que ele assuma controle sobre a Groenlândia. A medida foi apresentada como resposta a ações da UE.
Macron criticou a escalada de tarifas, chamando-a de instrumento de pressão contra a soberania territorial. Em Davos, ele disse que a acumulção de tarifas é inaceitável e que a UE pode recorrer a medidas de defesa comercial.
A União Europeia planeja uma cúpula de emergência em Bruxelas para discutir a Groenlândia. Estuda-se o uso do Instrumento Anticoerção, que pode restringir licitações públicas e serviços para os EUA.
A situação enfraqueceu a relação entre Washington e a Europa. As negociações envolvem a possível aplicação de tarifas e o debate sobre a participação da França em iniciativas propostas pelo governo de Trump, como o Conselho da Paz.
Trump publicou, na Truth Social, mensagens privadas trocadas com Macron, segundo fontes próximas ao presidente francês. A comunicação cita divergências sobre a Groenlândia, sem data divulgada.
Não há confirmação de encontro entre Macron e Trump em Davos. Macron sinalizou que não estenderá sua presença na cidade alpina e manterá a agenda conforme planejado.
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