Washington, 20 jan – O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que é preciso deixar a ONU seguir atuando ao ser questionado sobre a ideia do que tem sido chamado de “Board of Peace”, um grupo que pretende supervisionar conflitos globais. Trump afirmou que a ONU ainda tem potencial, mesmo não o atingindo plenamente.
O Palácio de Inverno indicou nomes para compor o conselho, entre eles o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o filho dele, Jared Kushner. A proposta envolve ampliar o board iniciado para Gaza a uma atuação internacional.
Contexto e objetivo
A resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em novembro, autorizou o surgimento de uma força internacional de estabilização em Gaza, sob supervisão do Board of Peace. O cessar-fogo atual, iniciado em outubro, permanece frágil, com dezenas de mortos entre palestinos e israelenses desde então.
Analistas lembram que a ideia de um conselho supervisionando territórios pode enfraquecer o papel da ONU e lembram críticas históricas sobre o envolvimento de Blair no lodo das guerras. Também há questionamentos sobre o potencial imperial do modelo proposto.
Reação internacional e próximos passos
Governos ao redor do mundo demonstraram cautela diante da iniciativa, que pode impactar o trabalho da ONU. Observadores ressaltam que a expansão global da agenda do Board of Peace aumenta a complexidade de coordenação entre Estados e organizações internacionais.
O governo americano sinalizou a intenção de discutir a proposta com aliados e parceiros, ainda sem definição sobre prazos e mecanismos de implementação. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos com atenção às implicações para a estabilidade regional e global.
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