O acordo entre Estados Unidos e Europa, ligado a temas como a Groenlândia e a Otan, pode representar apenas o primeiro passo para recompor a confiança entre aliados. A avaliação é da colunista Daniela Lima, em artigo para o UOL News, segunda edição do Canal UOL.
Ela frisa que o conteúdo exato do acordo ainda não está claro e que, historicamente, o estilo de Donald Trump tende a apresentar qualquer resultado como vitória. Isso suscita dúvidas sobre a efetividade do que foi proposto.
Segundo a autora, o anúncio sugere que a solução pode beneficiar tanto os EUA quanto a Otan, mas resta entender os detalhes do acordo e se a Europa ficará satisfeita com o desenho final.
O texto destaca que, além de Trump, o papel conciliador de Mark Rutte, secretário-geral da Otan, é central no atual cenário de desconfiança entre Washington e Bruxelas. A situação ocorre após atritos recentes com líderes europeus.
Entre os protagonistas, a figura de Trump aparece em tom mais contido do que o habitual, apontando para diretrizes discutidas na reunião com Rutte. O objetivo seria delinear linhas gerais do entendimento.
Com a proximidade de comemorações americanas, a coluna aponta que o nacionalista protagonista busca deixar uma marca histórica, o que pode influenciar a forma como o acordo é apresentado pela Casa Branca e pelos aliados.
Em síntese, Daniela Lima argumenta que a verificação dos termos do acordo e de sua aceitação na Europa será determinante para medir se a “cicatriz” nas relações transatlânticas pode realmente fechar.
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