Jim Chalmers elogiou o discurso do primeiro-ministro canadense Mark Carney durante a reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, na semana passada. O tom foi de alerta sobre o declínio de certezas no cenário internacional e a necessidade de cooperação.
Segundo o Tesoureiro australiano, a fala de Carney descreve uma ruptura nas regras globais e uma competição cada vez mais intensa entre grandes potências, com a integração econômica sendo usada como instrumento de coerção. A avaliação ocorreu durante entrevista à ABC.
Carney havia afirmado, em Davos, que o mundo vive uma ruptura, não uma transição, e que as grandes potências agem sem limitações formais. A declaração foi vista como um recado direto aos EUA e à ordem liberal vigente.
Interlocutores australianos destacaram que, para o governo de Anthony Albanese, o recado reforça a importância da cooperação entre nações para gerir diferenças dentro do direito internacional.
O ex-primeiro-ministro Malcolm Turnbull também comentou o tema, sugerindo que Albanese faça um discurso semelhante para defender soberania e cooperação entre potências médias diante de tensões globais.
Turnbull afirmou que governantes devem resistir a pressões e manter a soberania, sinalizando apoio à análise de Carney sobre o uso estratégico da integração econômica por potências estabelecidas.
A discussão ocorre num momento de acirramento de tensões comerciais e geopolíticas, com a invasão russa, negociações da Otan e debates sobre políticas de defesa e alianças internacionais em pauta.
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