O Conselho da Paz proposto por Donald Trump visa supervisionar a Faixa de Gaza durante um governo de transição e já ganhou apoio de dezenas de líderes mundiais. A iniciativa pode ampliar o papel original do órgão além do que foi discutido na ONU. A proposta surge em meio a negociações intensas sobre o fim do conflito na região.
O Conselho foi apresentado inicialmente em novembro de 2025, com aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A votação ocorreu com 13 votos a favor, enquanto China e Rússia se abstiveram. A ideia é criar um órgão internacional com mandato de três anos, para fiscalizar o trabalho de um governo de transição para Gaza.
O objetivo formal é supervisionar o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, responsável pela reconstrução após anos de bombardeios que deixaram dezenas de milhares de mortos. O comitê deverá prestar contas ao Conselho de Segurança a cada seis meses.
Entre os convidados para integrar o Conselho estão líderes de diversas nações, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Vladimir Putin, Keir Starmer, Emmanuel Macron e Javier Milei. O rascunho do estatuto prevê a liderança vitalícia de Trump e concede poder de veto sobre adesões de países.
Estrutura e financiamento
Documentos obtidos pela Bloomberg indicam que o Conselho pode exigir que membros interessados em permanência paguem US$ 1 bilhão para financiar a reconstrução de Gaza. Um conselho executivo específico para Gaza já conta com o investidor Yakir Gabay, mas não há confirmação sobre representantes palestinos.
A proposta é encarada por críticos como uma alternativa, ou até substituta, ao papel da ONU em determinadas áreas. Em coletiva de imprensa no dia 20 de janeiro, Trump afirmou que a ONU não tem sido útil e que não recorrerá às suas vias para resolver conflitos.
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