India encara incerteza sobre o porto de Chabahar devido a novas tarifas dos EUA
Um acordo de 2016 entre Índia, Irã e Afeganistão, que previa investimentos de 500 milhões de dólares para desenvolver o porto de Chabahar, enfrenta novos desafios. As tarifas de 25% impostas pelo governo dos EUA a países que fazem negócios com o Irã reacenderam dúvidas sobre o projeto.
A Índia já havia transferido parte de seu compromisso financeiro, cerca de 120 milhões de dólares, para o Irã. Relatórios indicam que Nova Délhi poderia “encerrar” atividades no porto, mas fontes oficiais negam a saída e dizem buscar um meio-termo com os EUA.
Chabahar é visto como peça central para ligar a Índia a Afeganistão e à região da Ásia Central, contornando o fechamento de fronteiras terrestres com o Paquistão. O objetivo é facilitar o acesso a recursos como gás natural e minerais críticos.
Situação atual e perspectivas
O governo indiano mantém que não desistirá do projeto, considerando-o estratégico para ampliar laços com o Afeganistão e explorar rotas alternativas para o trânsito de bens. O país também busca reforçar parcerias no Oriente Médio e no âmbito da Índia, Oriente Médio e Europa.
Alguns ministérios sinalizam que a saída total não é opção, buscando adiar impactos das novas tarifas por meio de financiamentos alternativos, inclusive com participação de terceiros. A atual isenção/waiver de sanções tem prazo até abril.
A decisão de Nova Délhi envolve custos políticos internos e o equilíbrio da relação com Washington. Mesmo diante de pressões, manter o envolvimento em Chabahar continua sendo uma meta estratégica para o governo indiano.
Entre na conversa da comunidade