O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, pediu que o Canadá se torne um “farol” para um mundo em mar aberto, destacando a necessidade de unidade nacional diante de mudanças rápidas no cenário global. A mensagem, apresentada durante discurso em Quebec, contrastou com declarações anteriores no Davos Global Economic Forum.
O discurso, feito nos arredores da Cidadela de Quebec, enfatizou valores canadenses e uma visão de posição do país em uma ordem global em transformação. Carney reforçou que o Canadá não pode resolver todos os problemas do mundo, mas pode mostrar que há caminhos alternativos que preservam a progressão e a justiça.
O conteúdo reforçou o que ele chamou de “doutrina Davos”, que defendia regras internacionais mais firmes em meio à ascensão de grandes potências e ao uso econômico como arma. No entanto, o novo pronunciamento manteve o foco em liderança canadense, soberania nacional e cooperação entre comunidades diversas.
Além de tratar da geopolítica, Carney assinalou que o país deve acelerar grandes projetos de infraestrutura e enfrentar a alta do custo de vida. O premiê também sinalizou a possibilidade de dois referendos de soberania em Alberta e Quebec, mantendo o tom de diálogo institucional.
Carney afirmou que, quando o país está unido, há mais capacidade de crescer, destacando a importância de uma Canadá inclusiva, justa e ambiciosa. O pronunciamento também abordou a história do país, reconhecendo falhas passadas, como a dispossessão de povos indígenas e violações de tratados, que ainda têm repercussões.
Ao encerrar a sequência de falas, Carney foi recebido no local por Bonhomme Carnaval, a mascote gigante do Carnaval de Inverno de Quebec, com quem posou para fotos. O encontro ocorreu após a apresentação e antes de novas reuniões com o gabinete.
A comitiva de Carney segue em Quebec para reuniões com ministros e para atualizações antes do retorno do parlamento na próxima semana. O governo, com maioria apertada, busca consolidar apoio a reformas e investimentos pendentes.
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