O governo dos Estados Unidos apresentou, em Davos, planos para reconstruir Gaza do zero, incluindo torres residenciais, centros de dados e resorts à beira-mar. A iniciativa faz parte de um esforço do presidente Donald Trump para fomentar um cessar-fogo entre Israel e Hamas.
Jared Kushner, conselheiro do mandatário, abriu a apresentação com um “master plan” para o que chamou de Nova Gaza. O mapa, exibido ao público, reserva áreas para moradias, parques industriais e centros de dados, com ambições de reverter décadas de danos. Detalhes sobre financiamento e prazos não foram especificados.
A proposta aponta Rafah, no sul da faixa, como ponto inicial de reconstrução, sob controle militar israelense. A apresentação não tratou de questões como direitos de propriedade ou compensações a proprietários deslocados, nem de onde moradia temporária seria oferecida.
Kushner sinalizou que um evento em Washington nos próximos meses reuniria contribuições do setor privado para viabilizar o projeto. A ideia foi apresentada após Trump promover a criação de uma espécie de “Board of Peace” para problemas globais.
Enquanto o plano é discutido, confrontos persistem em Gaza. Autoridades de saúde relatam mortes causadas por ataques aéreos israelenses, incluindo quatro palestinos na região de Zeitoun e um em Khan Younis, elevando o número de vítimas desde o início do conflito recente.
Israel não comentou oficialmente a violência mais recente. Em paralelo, autoridades palestinas destacaram a necessidade de reabrir o posto fronteiriço de Rafah com o Egito, uma demanda associada ao acordo de cessar-fogo. A reabertura ainda não tinha confirmação.
Entre os próximos passos, autoridades israelenses indicaram que a devolução de restos mortais de um cidadão possivelmente mantido por Hamas pode influenciar decisões sobre Rafah. A pauta de segurança permanece central nas negociações em curso.
Organizações de imprensa destacam que a escalada de violência persiste, com dezenas de mortos entre palestinos e israelenses desde o início do acordo de trégua. A situação humanitária continua crítica em Gaza, com grande parte da população deslocada.
Fonte: repórteres em Davos, Jerusalém e Cairo, com atualização sobre bloqueios e operações militares na região.
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