O presidente dos EUA, Donald Trump, presidirá a primeira reunião do que ele chama de Board of Peace, na quinta-feira. A iniciativa visa, segundo o Plan, coordenar ações de paz em Gaza e, posteriormente, em conflitos globais, com poderes executivos amplos para o mandatário.
O Conselho terá Estados-membros com mandato de três anos, sujeitos a pagamento de 1 bilhão de dólares para financiar as atividades. O roteiro prevê mecanismo de supervisão e a possibilidade de formar uma força de estabilização temporária em Gaza.
Desde janeiro, o governo americano indicou o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro Tony Blair e Jared Kushner como membros da primeira direção executiva.
Participantes e adesão
A conta oficial do board, em X, lista mais de duas dezenas de países como membros fundadores, incluindo Israel, Arábia Saudita, Egito e Catar. Outros participantes aparecem também em Bahrain, Jordânia, Kuwait, Marrocos, Turquia e Emirados Árabes.
Entre os trazidos de fora da região, aparecem nações como Albânia, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Belarus, Bulgária, Camboja, El Salvador, Hungria, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo, Mongólia, Paquistão, Paraguai, Uzbequistão e Vietnã.
Participação e controvérsias
Alguns aliados ocidentais, além de potências do Sul Global, ainda não aderiram. Brasil, Índia, México e África do Sul não aceitaram a oferta. Países europeus como Reino Unido, UE, França, Alemanha, Noruega e Suécia também não integram.
O Vaticano declarou não participar, citando a necessidade de que o Conselho da ONU gerencie crises. China e Rússia, com poder de veto no Conselho de Segurança, não aderiram ao projeto.
Estrutura e próximos passos
O Conselho da ONU reconheceu o board de forma temporária, para planejar a reconstrução de Gaza e, eventualmente, coordenar ações com a ONU. Até 2027, a autorização prevê uma presença limitada apenas a Gaza, com relatórios semestrais ao Conselho de Segurança.
A organização mantém que atuará conforme o direito internacional, com Trump como presidente com poderes executivos relevantes, incluindo veto e substituição de membros, dentro de certos limites. O objetivo declarado é estruturar a paz até reformas na governança palestina.
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