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Recuo de Trump sobre Groenlândia provoca alívio, mas caminho seguinte é incerto

Alívio após recuo de Trump sobre Groenlândia, mas o caminho para encerrar o impasse e a tensão na OTAN permanece incerto

56th annual World Economic Forum (WEF) meeting in Davos
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O presidente dos EUA, Donald Trump, recuou de ameaças de impor tarifas a países que se opõem aos seus planos sobre a Groenlândia, marcando uma saída de atrito que ameaçava romper décadas de aliança transatlântica. Em Davos, após semanas de provocações, ele descartou o uso da força e sinalizou que um acordo-quadro sobre a ilha ártica estaria próximo.

Trump afirmou, em reunião com o secretário-geral da Otan, que pode haver um acordo que atenda ao seu objetivo de defesa antimísseis e acesso a minerais, ao mesmo tempo em que restringe o que ele chama de ambições da Rússia e da China no Ártico. A posição foi recebida com alívio superficial, mas o formato do eventual acordo permaneceu vago.

O líder alemão e aliados europeus destacaram a importância de manter a aliança, enquanto o premiê dinamarquês sublinhou que a integridade territorial da Dinamarca é inegociável. Em Davos, o presidente ucraniano Zelenskiy também participa de conversas com Trump, em meio a tensões energéticas na região.

Reações internacionais

Após o recuo, as bolsas reagiram com alívio parcial, com o índice pan-europeu STOXX 600 registrando alta, ainda que a incerteza permaneça. A discussão sobre Groenlândia ganhou força no cenário internacional, com foco na defesa da região contra Russia e China.

O presidente Vladimir Putin afirmou, pela primeira vez, que a soberania sobre Groenlândia não é da preocupação da Rússia. A China reiterou que a suposta ameaça externa à Groenlândia era infundada, buscando reduzir tensões com o Ocidente.

Perspectivas de funcionamento da aliança

Duas frentes aparecem: manter a unidade da Otan e evitar uma ruptura que comprometa apoio a Ucrânia. O encontro entre Trump e Zelenskiy em Davos segue para definir passos diplomáticos, com autoridades europeias pedindo cautela para não desandar a cooperação estratégica.

O debate envolve ainda como a Otan pode defender o Ártico sem favorecer qualquer potência externa. Defensores da cooperação rejeitam medidas precipitadas que possam isolar aliados ou provocar retaliações comerciais.

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