O presidente dos EUA, Donald Trump, promoveu a cerimônia de assinatura do estatuto fundador da “Board of Peace” durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça. O evento reuniu líderes de mais de 20 países e já conta com cerca de 25 nações que aceitaram o convite, segundo a Casa Branca.
O estatuto, inicialmente concebido como órgão transitório para a faixa de Gaza após o cessar-fogo entre Israel e o Hamas, recebeu apoio formal do Conselho de Segurança da ONU em 2025. O documento, porém, amplia mandatos e permite que Trump nomeie seu sucessor, vete decisões e emita diretivas para implementar a missão da Board.
Board of Peace
O encontro contou com a participação de chefes de Estado que engajaram-se na cerimônia, com propostas de atuação além de Gaza. Três perguntas centrais guiaram a cobertura: o que acontece, quem está envolvido e por quê. Entre os aliados confirmados estão Argentina, Bielorrússia, Egito, Hungria, Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos.
Entretanto, a lista de convidados permanece em negociação. Não houve participação de representantes israelenses na cerimônia, mas o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou interesse em participar. O Reino Unido ainda avaliava os aspectos geopolíticos, incluindo a possível participação de Vladimir Putin, que afirmou ter considerado a proposta.
Reações e desdobramentos
Diversos países europeus também discutem a adesão. França, Alemanha, Suécia e Noruega recusaram participar; Espanha, Itália e Bélgica ainda analisam o documento, com a Bélgica corrigindo informações da Casa Branca sobre a aceitação. O saldo das adesões mostra um cenário de divisão entre aliados ocidentais.
Além disso, o Departamento de Estado dos EUA suspendeu, até 21 de janeiro, a emissão de vistos de imigração para nacionais de algumas nações signatárias, o que impacta movimentos migratórios ligados ao processo de crise regional. Observadores questionam se a Board poderá questionar a autoridade da ONU.
Contexto internacional
Críticos afirmam que a iniciativa pode enfraquecer a ONU. Embora Trump tenha dito que a Board pode atuar em conjunto com a ONU, ele também sinalizou a possibilidade de expandir a atuação para além de Gaza. A administração já havia anunciado a saída de 31 organizações da ONU e encerrou a participação em algumas instâncias internacionais.
Analistas destacam que a criação da Board de Peace pode representar um marco no funcionamento do sistema multilateral, com repercussões sobre a cooperação internacional e a governança de crises regionais. O caso permanece em evolução, com deliberações em curso entre governos e organismos internacionais.
Entre na conversa da comunidade