O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira em Davos, Suíça, a criação do “Conselho da Paz” de Gaza, feito em parceria com lideranças mundiais. A medida busca iniciar pela situação em Gaza e expandir a atuação para outros focos de instabilidade regional. O anúncio ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial.
Trump afirmou que o conselho envolve hoje 59 países e que a iniciativa recebeu apoio de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com a ONU dizendo que seu envolvimento se limita a esse contexto específico. O objetivo é desmilitarizar Gaza e promover sua reconstrução.
Segundo o estatuto, o mandato do presidente do conselho seria vitalício, com saída apenas por renúncia voluntária ou incapacidade, mediante voto unânime do Conselho Executivo. Futuro representante dos EUA poderia ser nomeado para o cargo, além de Trump.
Os membros teriam mandatos de três anos, com a possibilidade de vaga permanente mediante contribuição de US$ 1 bilhão. A proposta suscita dúvidas sobre possível sobreposição com atribuições da ONU, segundo analistas.
Trump ressaltou que o conselho pode ampliar seu papel e envolver outras potências, mantendo, porém, a cooperação com as Nações Unidas. A ideia é atuar de forma coordenada com a ONU, conforme o discurso do presidente.
Ainda não houve confirmação de adesão de outros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. A Rússia sinalizou estudo da proposta, a França recusou, o Reino Unido não aderirá no momento e a China não comentou oficialmente.
No Brasil, a proposta é tema de avaliação entre o governo e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em reunião com o chanceler Mauro Vieira, o Palácio do Planalto discutiu o convite, mas não há decisão tomada nem prazo definido.
A Embaixada do Brasil em Washington recebeu o documento encaminhado ao Itamaraty. A decisão sobre a participação cabe ao governo brasileiro, que analisa termos e implicações da adesão.
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