A crise causada por chuvas intensas no sul da África já provocou mais de 200 mortes confirmadas e desalojou centenas de milhares de pessoas. Estradas destruídas e serviços públicos comprometidos dificultam acessos e operações de resgate. Igrejas em África do Sul, Moçambique e Zimbábue abriram abrigos de emergência.
Ao sul do continente, o governo sul-africano declarou calamidade pública após enchentes nas províncias de Limpopo e Mpumalanga. Forças de defesa mobilizam helicópteros para resgates e o Parque Kruger restringe parte de suas áreas. Igrejas relatam influxo contínuo de famílias desabrigadas.
Moçambique sob maior impacto
O país concentra as maiores perdas, com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres confirmando mais de 100 mortes, principalmente em Gaza e Sofala. Cerca de 40% da província de Gaza está submersa, deslocando mais de 300 mil pessoas. O presidente enfatiza prioridade na salva de vidas.
As chuvas também elevam riscos de doenças e desnutrição. O UN alerta para possível combinação letal de água contaminada e fome, com mais de 100 unidades de saúde em danos ou sob ameaça. Surto de cólera já é registrado em algumas áreas.
Zimbábue e resposta comunitária
No Zimbábue, quase 80 mortes já são registradas pela Unidade de Proteção Civil. Pontes e escolas destruídas isolam dezenas de aldeias e interrompem o fornecimento de alimentos, medicamentos e assistência médica. Deslocados aguardam orientação sobre retorno às comunidades.
Igrejas locais atuam como abrigos provisórios, com espaços adaptados para acolher famílias. Em Moçambique, uma congregação em Chokwe recebeu mais de 200 famílias, organizando colchões e áreas comuns. Em várias regiões, templos surgem como os únicos pontos elevados acessíveis.
Perspectivas e medidas emergenciais
Representantes da comunidade religiosa destacam a vulnerabilidade das camadas mais pobres e o papel das igrejas na resposta imediata. Além de abrigo, são oferecidos alimento, roupas e apoio psicológico. Governos e organizações ampliam ações de assistência humanitária.
As autoridades mantêm alerta para novas chuvas nos próximos dias. Deslocados continuam recebendo ajuda básica, enquanto equipes sanitárias trabalham para evitar contaminação da água e ampliar a vigilância epidemiológica.
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