O governo francês proibiu a passagem de ativistas britânicos de ultradireita a um protesto programado neste fim de semana, marcado como “stop the boats” contra migrantes que tentam atravessar o Canal para o Reino Unido. A medida impede a participação de membros ligados ao movimento Raise the Colours, ligado à operação Overlord.
A ordem foi emitida pela prefectura de Nord e Pas-de-Calais e vale das 23h de sexta-feira até 8h de segunda-feira. A proibição visa evitar viagens, reuniões ou manifestações nas cidades da região.
A operação Overlord, liderada pelo Raise the Colours, envolve ações associadas à imigração e deslocamento de pessoas. Um associado de Stephen Yaxley-Lennon, conhecido como Tommy Robinson, separou-se do grupo e passa a conduzir a iniciativa.
Medidas e motivação
Os prefectos Bertrand Gaume, de Nord, e François-Xavier Lauch, de Pas-de-Calais, decretaram a proibição para prevenir riscos de distúrbios públicos. O texto oficial aponta ações de intimidação contra migrantes e organizações humanitárias viáveis nas zonas costeiras.
A decisão também sustenta a proteção de migrantes, que costumam sofrer exploração. As autoridades destacam que nacionais britânicos que descumprirem a ordem serão encaminhados de volta à fronteira com rapidez.
Reação local
Lachlan Macrae, da Calais Food Collective, elogiou a medida, chamando o grupo de agitadores racistas e de risco à estabilidade regional. Ele afirma que o movimento foi normalizado em parte pela política britânica e requer ação governamental contra o racismo.
As autoridades britânicas foram contatadas para comentários. Até o momento, o fluxo de migrantes pelo Canal, via pequenas embarcações, totalizou 931 entradas em 2026.
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