O Conselho de Direitos Humanos da ONU realizará uma sessão de emergência em Genebra para discutir a violência “alarmante” contra manifestantes no Irã, após pedidos de mais de 50 países. A reunião ocorre na sexta-feira, com a intenção de apurar abusos e exigir responsabilização. Países aliados pedem também ações rápidas das Nações Unidas.
Proposta em pauta prevê ampliar por dois anos o mandato da investigação da ONU, criada em 2022, e iniciar uma apuração urgente sobre violações ligadas aos protestos que começaram no fim de dezembro. O objetivo é abrir caminhos para eventuais ações legais futuras.
Relatos de organizações de direitos humanos apontam dezenas de vítimas entre manifestantes e transeuntes durante a repressão. A missão diplomática iraniana não respondeu a pedidos de comentário até o momento. Autoridades iranianas responsabilizam insurgentes, terroristas e provocadores apoiados por estrangeiros.
Críticas e apoio internacional
Mais de cinco dezenas de Estados apoiaram a sessão de emergência, segundo uma carta redacta por Islândia. Observadores apontam que o ataque a civis pode configurar violações graves de direitos humanos. Representantes de organizações de defesa destacam a importância de monitoramento internacional rigoroso.
Desdobramentos e próximos passos
Caso aprovadas, as medidas devem avançar para documentação de abusos com vistas a possíveis julgamentos. Há incerteza sobre custos e financiamento da operação, diante de atual crise de recursos da ONU. Ativistas permanecem confiantes de que a pressão internacional aumentará a responsabilização.
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