Trump gerou controvérsia ao afirmar, em entrevista à Fox News, que tropas da OTAN teriam ficado afastadas das frentes de combate no Afeganistão. A declaração foi classificada como profundamente decepcionante por um ministro britânico, na sexta-feira, 2 de fevereiro, no Reino Unido.
O subsecretário do governo britânico, Stephen Kinnock, disse que muitos soldados britânicos e de outros aliados europeus perderam a vida apoiando missões lideradas pelos EUA. Ele destacou que a participação britânica foi significativa ao longo de duas décadas de oper ações no Afeganistão e em outras frentes.
Dados oficiais mencionados por Kinnock incluem as perdas da Grã-Bretanha: 457 militares durante a presença no Afeganistão. Também foram citadas vítimas canadenses (mais de 150), francesas (cerca de 90) e dinamarquesas (44) entre os militarizados da OTAN.
Relevância e contexto da aliança
Kinnock lembrou que os EUA são o único membro da OTAN a ter invocado o Artigo 5, que considera ataque a um aliado como ataque a todos, após os atentados de 11 de setembro de 2001. Ele ressaltou a percepção de que a OTAN continua sendo um dos mais bem-sucedidos pactos de segurança.
O parlamentar citou o papel dos EUA e de parceiros europeus, entre eles a Grã-Bretanha, como essenciais para a estabilidade regional. Ele reconheceu a história de cooperação dentro da aliança, mantendo o tom institucional e sem expressar apoio a críticas.
Reações no cenário político britânico
Outros representantes britânicos comentaram o histórico de serviço militar de Trump, observando que ele teria evitado o serviço militar durante a Guerra do Vietnã por supostas bolhas nos pés. Ed Davey, líder do Liberal Democrats, enfatizou o sacrifício de profissionais britânicos e citou a questão de igualdade de serviço, sem emitir juízo de valor sobre as tomadas de decisão do presidente.
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