Trump anuncia acordo de “acesso total” com Groenlândia; Otan pede aliados que intensifiquem esforços
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (22) ter assegurado acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia, em um acordo com a Dinamarca. A declaração veio após redução de tarifas à Europa e surpresa sobre a soberania da ilha.
Trump sinalizou que o acordo envolve cooperação de segurança no Ártico e que a Otan precisa de maior compromisso para conter riscos da Rússia e da China. Fontes citam uma estrutura para futuras negociações entre EUA, Dinamarca e Groenlândia.
A Dinamarca destaca que sua soberania não está em discussão. O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen disse não conhecer todos os detalhes e reiterou que a linha vermelha é a integridade territorial. A Groenlândia reforçou que ainda há pontos a esclarecer.
A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, disse que as relações com os EUA sofreram abalo recente. Medidas devem ser discutidas com cautela para evitar impactos econômicos. A Europa acompanha a evolução das negociações.
Esclarecimentos sobre o papel da Otan cresceram em Davos. O secretário-geral interino da aliança, Mark Rutte, indicou que comissões superiores da Otan tratarão dos requisitos de segurança. A expectativa é avançar ainda em 2026.
Militares e minerais aparecem no radar das tratativas. Trump sinalizou a possibilidade de incluir defesa antimísseis e acesso a minerais na Groenlândia, restringindo interesses russos e chineses. Rutte destacou que detalhes operacionais seguem com as partes.
A base norte-americana de Pituffik, na Groenlândia, já integra o quadro de presença dos EUA no território. As negociações atuais continuam entre Washington, Copenhague e Nuuk, com base no acordo militar vigente de 1951.
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