O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na noite de quinta-feira (22) uma ligação do presidente chinês, Xi Jinping. Na conversa, Xi pediu que China e Brasil permaneçam no lado correto da história e afirmou que Pequim não representa uma ameaça.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, Xi disse que, frente a um cenário internacional turbulento, Brasil e China devem atuar como forças construtivas para a paz e a estabilidade globais. Ele destacou a defesa de um sistema de governança internacional mais justo.
Xi rejeitou as acusações de ameaça chinesa e criticou quem fabrica pretextos para obter benefícios egoístas, em referência às falas de líderes ocidentais sobre a atuação da China. Também enfatizou a importância de proteger interesses dos países em desenvolvimento e o papel da ONU.
Contexto internacional
O líder chinês ressaltou que, em 2024, Brasil e China elevaram suas relações a uma “comunidade de futuro compartilhado” e que a cooperação tem avançado de forma sólida e pragmática. Ele citou o início do 15º Plano Quinquenal (2026-2030) como oportunidade para ampliar colaborações.
Xi sinalizou disposição para aprofundar a cooperação econômica, comercial e tecnológica com o Brasil, em uma parceria integral e mutuamente benéfica, segundo a nota da chancelaria.
Lula, por sua vez, lembrou que a visita de Xi ao Brasil em 2024 impulsionou as relações bilaterais e afirmou que os avanços são significativos em várias áreas. A entrevista também tratou de multilateralismo e cooperação em órgãos internacionais.
Relações bilaterais
O presidente brasileiro defendeu maior coordenação para fortalecer a autoridade das Nações Unidas, ampliar a cooperação entre Brics e contribuir para a estabilidade regional e global. As falas ocorreram em um momento de tensões internacionais, com mudanças na política externa dos EUA anunciadas em Davos.
Também teve foco a relação econômica, com a intensificação de contatos bilaterais em meio a fricções comerciais com os EUA. Entre os temas, destacou-se o acordo para mitigar o impacto de restringir importações brasileiras de carne bovina.
Entre na conversa da comunidade