O que aconteceu: uma corte paquistanesa condenou a ativista de direitos humanos Imaan Mazari e o marido, Hadi Ali Chattha, a um total de 17 anos de prisão por posts nas redes sociais considerados anti-estado. A decisão ocorreu em Islamabad, na manhã de sábado.
Quem está envolvido: Mazari, crítica da influência do exército paquistanês, e Chattha, também advogado, foram julgados por três acusações relacionadas a conteúdos publicados entre 2021 e 2025.
Quando e onde: o veredito foi proferido em Islamabad no dia 24 de janeiro. As sentenças de cinco, 10 e dois anos correm de forma concomitante.
Por quê: o tribunal afirmou que as postagens ampliaram a agenda de militantes anti-estado e retrataram o Exército como envolvido em terrorismo. A defesa nega, alegando perseguição por denunciar desaparecimentos de ativistas nacionalistas.
Contexto e reação
Grupos de direitos humanos questionam o processo, apontando restrições à liberdade de expressão e ao dissent político no Paquistão. Mazari e Chattha negam as acusações, destacando a pressão sobre vozes críticas ao governo e às instituições.
Observações finais
A família da ativista reagiu à decisão, com a mãe de Mazari, Shireen Mazari, criticando o veredito por não oferecer chance de defesa adequada. As informações são do relatório da corte e de fontes associadas ao caso.
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