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Empresários dos EUA, aliados inesperados do México para defender o TMEC

Empresários dos EUA com operações no México ganham peso na defesa do TMEC, em meio à iminente revisão do acordo

Puerto de Tacoma, en Washington, en marzo 2025.
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El futuro do TMEC permanece no centro do debate político entre Estados Unidos, México e Canadá. O tema voltou a ganhar força após declarações públicas de líderes e representantes do setor privado, com o foco em como o papel de empresas americanas instaladas no México pode influenciar a revisão prevista para julho.

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum reiterou, em discurso no Palácio Nacional, que o TMEC beneficia a economia mexicana e a relação com os Estados Unidos. Ela destacou que empresários dos EUA atuam como aliados na defesa do tratado, dada a grande integração entre as cadeias de produção dos países.

Enquanto isso, autoridades mexicanas seguem firmes na estratégia de manter a continuidade do TMEC. O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, planeja novo encontro em Washington com contrapartes americanas para tratar de questões arancelárias e de comércio pendentes, mantendo o tom de cooperação entre as três nações.

Nos Estados Unidos, a posição entre o empresariado é mais diversificada. Em Washington, representantes de várias indústrias defenderam a continuidade do TMEC em audiências públicas realizadas pelo Departamento de Comércio no fim do ano passado, ressaltando que o acordo sustenta empregos e exportações de milhares de pequenas e médias empresas.

A Câmara de Comércio dos EUA, em uma das sessões, argumentou que o TMEC mantém mais de 13 milhões de empregos no país e que devolve vantagens a pequenas empresas que exportam para Canadá e México. Ainda assim, apontou falhas em áreas como agricultura, comércio digital e propriedade intelectual, pedindo revisão transparente e rápida do acordo.

Especialistas ouvidos pelo jornal destacam que é preciso separar retórica política da realidade do processo de revisão do TMEC. Observam que a agenda envolve manter o tratamento preferencial para exportações mexicanas sem tarifas, ao mesmo tempo em que se busca reduzir barreiras sobre insumos estratégicos como aço e alumínio.

Entre governos e setor privado, o debate aponta para o peso das empresas americanas que atuam no México. Analistas ressaltam que o apoio empresarial pode influenciar a estratégia dos negociadores, num cenário em que a próxima rodada de consultas e a revisão formal do tratado se aproximam.

O panorama econômico indica forte integração entre México e Estados Unidos. O comércio bilateral alcança patamar superior a 800 bilhões de dólares anuais, com investimentos diretos dos EUA representando boa parte do dinamismo mexicano. A revisão do TMEC seria decisiva para essa relação.

  • A dinâmica entre Trump e os governos de México e Canadá é mencionada como fator de incerteza para a continuidade do TMEC.
  • As autoridades mexicanas buscam celeridade e clareza nas negociações para garantir previsibilidade aos produtores locais.
  • O papel das empresas americanas no México é visto como elemento-chave na percepção de estabilidade do acordo.

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