Yousef Pezeshkian, filho do presidente Masoud Pezeshkian, pediu a desbloqueio da internet no Irã. Ele afirmou que nada se resolve atrasando a circulação de imagens e vídeos da violência contra os protestos, que foram duramente sufocados pelo regime. O tema está em disputa entre autoridades.
Segundo o filho do presidente, manter o corte digital aumentaria a insatisfação popular e ampliaria o abismo entre povo e governo. Ele escreveu em uma postagem no Telegram que as imagens dos protestos terão de vir à tona, de uma forma ou de outra.
A repressão violenta, durante o bloqueio, é tema de inquérito lento. Officiais reconhecem a circulação de vídeos, enquanto organizações de direitos humanos sugerem que milhares morreram. A Iran Human Rights estima até 25 mil mortes, com muitos detidos ainda.
Mudanças de tema
Relatos de hospitais em Teerã indicam demanda por cirurgias oftalmológicas emergenciais, com atendimento a mais de 1.000 pacientes, segundo o diretor do Farabi Eye Hospital. Comunidades locais também divulgam imagens de vítimas, incluindo crianças, nas redes.
Outras vozes do país criticam a resposta. Um líder muçulmano sunita, Molavi Abdolhamid, descreveu a violência de janeiro como massacre organizado. Diversas fontes destacam que as interpretações variam entre apoio à ordem e cobrança por responsabilização.
Entre na conversa da comunidade