Os deputados franceses vão votar em primeira instância nesta segunda-feira, 26, um projeto que proíbe o uso de redes sociais por menores de 15 anos e prevê o banimento de celulares em escolas de ensino médio. A medida chega sob pressão do presidente Emmanuel Macron e conta com apoio do governo.
O objetivo é proteger a saúde mental dos adolescentes diante de riscos como cyberbullying, comparação constante e exposição a conteúdo violento. A ANSES também apontou impactos na atenção e no sono associados ao uso das plataformas.
Contexto e debates
O tema ganhou força nos últimos meses. O coletivo Algos, composto por pais, questiona a eficácia da lei diante de potenciais contornos legais e de mecanismos de violação, como VPNs. Há quem defenda educação digital e participação de familiares na regulamentação.
Opiniões divergentes
Especialistas citados pelo jornal Libération destacam que a proibição total pode gerar sensação de desconfiança na capacidade dos jovens de discernir. Sem dados sobre a eficácia, defendem que envolver adolescentes em debates pode ser mais eficaz para abordar as causas estruturais.
Além disso, há quem sustente que medidas restritivas devem vir acompanhadas de ações para reduzir sedentarismo, problemas de sono e impactos psicológicos, equilibrando proteção com educação para o uso responsável das tecnologias.
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