Viktor Orban afirmou que Hongria chamaria o embaixador da Ucrânia para tratar de supostas tentativas de interferência na eleição parlamentar prevista para 12 de abril. A declaração foi feita nesta segunda-feira.
O premiê intensificou a linha anti-Ucrânia nos últimos dias, associando o líder da oposição, Péter Márki-Zay, a Kyiv e à UE em meio à campanha. O objetivo, segundo ele, é explorar o tema na disputa eleitoral.
A campanha de Orban, voltada principalmente ao eleitor rural, retrata a Ucrânia como indesejada no apoio financeiro e apresenta a votação de abril como uma escolha entre guerra e paz. O tom é repetido há semanas.
Com a economia estagnada, o partido Fidesz aparece atrás da oposição em pesquisas na maior parte dos levantamentos. O PLN geopolítico domina o discurso, no qual o tom nacionalista é proeminente.
Orban disse ainda que os serviços de segurança nacional concluíram tratar-se de uma tentativa coordenada de interferência nas eleições. Segundo ele, líderes ucranianos teriam feito declarações insultantes contra a Hungria.
O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia não respondeu de imediato a pedidos de comentário. O chanceler ucraniano não confirmou nem negou as acusações.
Na semana passada, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, criticou a Europa por ser um conjunto fragmentado de potências. Ele alertou que a Europa não deve deixar seus centros falarem em nome de Moscou.
Contexto e impactos na campanha
- Orban mantém ligações próximas a Moscou e não apoia com regularidade a ajuda da UE para a Ucrânia.
- A tendência de retórica anti-Ucrânia sustenta a estratégia de mobilizar eleitores rurais durante o ciclo eleitoral.
- A resposta de Kyiv e a forma como a União Europeia reagirão podem influenciar o clima político no país.
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