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Escândalo põe à prova vínculos do Peru com a China diante de maior escrutínio dos EUA

Caso de reuniões não divulgadas entre presidente interino do Peru e empresário chinês intensifica o escrutínio aos laços com a China e a pressão dos EUA

Peruvian President Jeri addresses Congress over undisclosed meetings, in Lima
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O Peru enfrenta um escândalo publicado pela imprensa internacional que envolve encontros não divulgados entre o atual presidente interino Joseji Jeri e um empresário chinês. Os encontros ocorreram entre dezembro e janeiro, em Lima, e são considerados parte de uma investigação sobre influência e possíveis favorecimentos. A defesa de Jeri nega irregularidades.

O caso, conhecido pela imprensa local como Chifagate, coloca em questão os vínculos económicos entre Peru e a China, principal parceira comercial do país. A супруг de Jeri, Zhihua Yang, é empresário com atuação em lojas de importação na China, além de possuir concessões em projetos de energia. As autoridades marítimas também citam ligações com empresas chinesas investigadas por corrupção.

Contexto econômico

Dados oficiais indicam que a China responde por cerca de um terço do comércio peruano, enquanto os EUA representam aproximadamente 14%. A China controla uma das maiores minas de cobre do país e compra cerca de 70% da produção local, além de possuir geradores de energia no território. Em 2024, a operação do porto de Chancay abriu uma nova rota direta entre a América do Sul e a Ásia.

Repercussões políticas

Líderes da oposição protocolaram pedidos de impeachment de Jeri, que assume o mandato até julho para concluir o governo atual. O Ministério Público abriu uma investigação preliminar por suposta influência, da qual o político se diz inocente. Pesquisas apontam queda de apoio popular, com índices de aprovação oscilando após o caso.

Panorama internacional

Especialistas apontam maior atuação dos Estados Unidos na região para reduzir a influência de Pequim. Analistas destacam que críticas a um empresário chinês podem ser interpretadas como críticas à China, o que complica as relações bilaterais. Em paralelo, autoridades chinesas não comentaram o caso até o momento.

Perspectivas

Analistas destacam que a estrutura de acordos comerciais entre Peru e China pode tornar difícil qualquer afastamento abrupto. O país depende de acordos, incluindo um tratado de livre comércio, para sustentar o crescimento, especialmente no setor de mineração. A próxima etapa envolve decisões legais e políticas que devem se refletir no cenário eleitoral de 12 de abril.

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