A juíza de Los Angeles reinstaurou uma ação contra o roqueiro Marilyn Manson após uma nova lei permitir reavaliar casos antigos de abuso sexual. A queixa, apresentada em maio de 2021 pela ex-assistente do músico, havia sido rejeitada por prescrição.
A ação foi aceita pelo mesmo tribunal superior que a havia dispensado no mês anterior, após Ashley Walters solicitar a reconsideração em janeiro. A novíssima janela de dois anos abriu espaço para analisar casos expirados.
Walters alega que o artista, cujo nome verdadeiro é Brian Hugh Warner, a assediou sexualmente entre 2010 e 2011 durante a sua passagem pela Manson Records. Ela afirma ainda que ele elogiou abusos contra mulheres e mostrou um vídeo de abuso de menor.
Defesa e desdobramentos
O advogado de Manson, Howard King, afirmou que a ação estaria fadada ao fracasso. Segundo ele, Walters apresentou alegações de assédio que já não são pertinentes sob a nova lei e não é permitido acrescentar novas acusações.
Kings destacou que, segundo a defesa, o senhor Warner jamais cometeu qualquer abuso sexual. A posição foi comunicada à imprensa na terça-feira, sem uso de citações diretas no texto.
Contexto envolvendo outras denúncias
Ao longo dos anos, outras mulheres também acusaram Manson de abusos sexuais e violência. Entre elas estão Esmé Bianco, que processou o cantor, e Evan Rachel Wood, alvo de ações judiciais mútuas.
Bianco chegou a um acordo em processo relacionado, enquanto Wood teve uma ação de difamação movida por Manson contra ela e outra mulher, com a maior parte do caso descartada e o músico concordando em pagar honorários.
Situação recente e desdobramentos legais
Um caso de abuso sexual e violência doméstica contra Manson, relativo a 2009–2011, foi arquivado em janeiro de 2025 após investigação prolongada, por também ter ficado fora do prazo prescricional.
No cenário internacional, a turnê One Assassination Under God de Manson enfrentou cancelamento no ano passado, após pressão de organizações de campanha e de um deputado.
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