Umer Khalid, 22 anos, preso em Wormwood Scrubs, west London, encerrou hoje sua greve de fome após passar dois dias sem ingerir água. A escalada ocorreu após ele já ter recusado comida desde novembro, como parte de uma ação coordenada envolvendo oito detidos ligados ao Palestine Action.
Khalid foi levado a Unidade de Terapia Intensiva com falência de órgãos, segundo a organização Prisoners for Palestine. Após a decisão de interromper o jejum, ele iniciou um processo de reidratação gradual. A organização afirma que grande parte de suas exigências foi contemplada.
A organização afirmou ainda que Khalid convenceu o carcereiro a conceder reunião com o governante da prisão, o que resultou na devolução de seus pertences retidos e na suspensão de restrições de visitas. Khalid permanece sob custódia em regime de fase pré-julgamento desde julho de 2025.
Desfecho e consequências
Saeed Taji Farouky, cineasta britânico-palestino, informou que Khalid está recebendo alimentação de forma lenta e controlada e já consome líquidos. Segundo Farouky, o protesto atingiu seus objetivos, com concessões relevantes.
A ação envolve oito acusados de supostos “intrusões” ou danos ligados ao Palestine Action. Todos enfrentam julgamento após mais de um ano de prisão preventiva, sem decisão definitiva sobre o destino de seus casos.
Contexto e demandas
Na origem da greve, os presos exigiam julgamento justo, desproibição de Palestine Action, fechamento de instalações associadas à Elbit no Reino Unido, fim à censura de comunicações e fiança imediata. Três outros manifestantes encerraram o protesto em 14 de janeiro, após o governo anunciar não renovar contrato com a Elbit.
A Justiça britânica foi questionada por autoridades parlamentares, incluindo o deputado John McDonnell, sobre condições de tratamento e a duração da prisão preventiva. O Ministério da Justiça não comentou imediatamente o caso. Fonte: The Guardian
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