A União Europeia precisa acelerar a construção de uma defesa independente diante de mudanças estruturais no relacionamento transatlântico, disse a chefe da política externa da UE. O recado é de que o bloco deve aumentar os gastos com defesa para enfrentar as novas realidades da parceria com os EUA.
O comissário de Defesa da UE também reforçou a urgência de reduzir a dependência de Washington, destacando que a independência não implica agir sozinho, mas fortalecer o eixo europeu da OTAN. A fala acompanha um debate sobre capacidades pan-europeias, onde lacunas significativas devem ser preenchidas em conjunto.
Kallas apontou ainda para a necessidade de uma governança de segurança mais integrada na UE, com a ideia de um Conselho Europeu de Segurança para melhorar a coordenação político-defensiva. A proposta já havia sido discutida por líderes no passado, com foco em cooperação estratégica.
Além disso, a líder europeia ressaltou que o veto de um único país não pode bloquear políticas comuns, citando a necessidade de rapidez frente a questões como a Rússia. Em meio a eleições parlamentares importantes na região, o tom da crítica é de maior imposição de consenso entre Estados-membros.
Fortalecimento europeu da OTAN
Kallas afirmou que a OTAN precisa se tornar mais europeia para manter sua força, defendendo que a UE amplie o uso de instrumentos próprios para apoiar a aliança. O conceito envolve alinhamento entre recursos orçamentários, regulação e capacidades militares.
Ela destacou que os passos devem ser coordenados com a OTAN para evitar duplicidades e reforçar a interoperabilidade entre forças. O objetivo é demonstrar como o pilar europeu acrescenta valor por meio de maior partilha de encargos e fortalecimento regional.
Entre na conversa da comunidade