Israel aprovou, em primeira análise, o orçamento estadual de 2026, abrindo espaço para evitar eleições antecipadas por ora. A votação ocorreu nesta quinta-feira.
O texto, de 662 bilhões de shekels, exclui pagamento de juros da dívida e fixa teto de déficit de 3,9% do PIB neste ano. A aprovação inicial ocorreu por 62 votos a favor e 55 contra.
Ainda precisa passar por etapas para entrar em vigor definitivo, incluindo um caminho viável até o final de março. Sem aprovação até lá, o parlamento se dissolveria automaticamente, levando a novas eleições.
Contexto político
Dentro da coalizão de Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, as tensões se intensificam por divergências sobre a guerra em Gaza e o cessar-fogo de outubro. Disputas sobre a servidão militar para estudantes religiosos também influem no debate.
Alguns deputados ultraortodoxos abstiveram-se de votar no orçamento, enquanto o governo pressiona por legislação que isente estudantes de seminários da obrigação militar. O tema mantém acesa a pressão entre parceiros da coalizão e a oposição.
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